VOZ DA IGREJA


TESTEMUNHOS  DE 

BISPOS, ARCEBISPOS A CARDEAIS

 

Bispo australiano,

MONS. HENRY KENNEDY:

«esteve em Medjugorje estimulado

pela mudança nos seus fiéis!»

 

No início de Maio (1993), esteve em Medjugorje, com um grupo de vinte peregrinos, o Bispo australiano, Mons. Henry Kennedy. Entre outras coisas, o Bispo, fez a seguinte declaração sobre Medjugorje:

"Creio profundamente no que acontece aqui em Medjugorje. Foi em 1983 que recebi as primeiras notícias sobre estes acontecimentos. Os meus fiéis, depois de estarem aqui, experimentaram uma tal mudança espiritual, que me estimulou a dedicar-me mais intensamente a este Santuário de Maria. Comecei a ler sobre os acontecimentos, a falar com os peregrinos e, por fim, decidi vir aqui pessoalmente».

D. Henry kennedy afirma sentir-se feliz e surpreendido pelo grande número de fiéis que viu aqui. «Tendo em vista as notícias relativas à guerra no decorrer do tempo, não esperava encontrar centenas de peregrinos e um grande número de padres». Disse também não ter tido medo de estar aqui, porque crê profundamente na presença de Nossa Senhora.  Quanto às mensagens, o Bispo sublinha a importância dos apelos à conversão, à oração e ao jejum.  «Muitos dos que vão a Medjugorje, não raramente, estão cheios de preconceitos. Mas, logo que chegam ao local das Aparições, tomam uma atitude diferente e, satisfeitos, voltam às suas casas dispostos a mudar de vida». Da Austrália deslocaram-se a Medjugorje cerca de 4.000 peregrinos, e aumentarão notavelmente quando a guerra acabar. D. Kennedy manifestou o desejo de se deslocar a Medjugorje regularmente!

        ECO 104 de Julho de 1993

 

 

BISPO DE SPLIT – CROÁCIA,

Mons.  FRANE Franic:

 

«Uma experiência pessoal milagrosa, deu-me

a certeza da autenticidade de Medjugorje!».

 

O Arcebispo emérito de Split, Monsenhor Frane Franic, é, presentemente, não só um dos bispos mais respeitados na Croácia, como um dos que mais crédito usufruiu no seio da própria Igreja. Este bispo, bom, sábio e leal, sempre soube opor-se, com prudência, ao ateísmo marxista. Ele mesmo previu o fim do comunismo, muito antes que alguns dos maiores especialistas e observadores locais e internacionais o pudessem imaginar! É reconhecida também a sua plena adesão à Mensagem de Medjugorje, como facilmente se depreenderá através da entrevista efectuada por Stipe Pudja, em Glas Mira , no passado mês de Novembro, e cuja primeira parte passamos a transcrever:

Pergunta: Senhor Bispo: O que significa, para si, o fenómeno de Medjugorje e como o vive pessoalmente?

Resposta: O fenómeno de Medjugorje, vejo-o e vivo-o como uma continuação das aparições de Lourdes e de Fátima. As mensagens de Maria convidam a sociedade de hoje (como no passado recente) à verdadeira conversão, incitando-nos ao amor por Deus e pelo próximo, através da oração, da penitência e da recíproca reconciliação entre as pessoas, entre os povos, entre as religiões, entre as culturas, centrada no perdão quotidiano e no amor fraternal.  E isto não é outra coisa senão a repetição da advertência que Cristo faz a todos e cada um de nós: «Se não vos arrependerdes, perecereis todos da mesma maneira!».

P: O seu parecer, relativamente às mensagens de Medjugorje, coincide com o de muitíssimos peregrinos, quando afirmam que, lá, experimentaram uma mudança difícil de descrever por palavras?

R: Eu, pessoalmente, recebi, em Medjugorje, um convite interior profundo. Entendi, então, que também eu deveria converter-me.  A mesma coisa, naturalmente, o sentiram muitíssimos peregrinos, vindos de todo o mundo até àquele lugar sagrado. A nossa convicção é de que Deus está presente em todos os lugares, com a sua Misericórdia, e que, no que diz respeito às Suas graças, Ele não as vincula exclusivamente a um local!

Todos sabemos que, desde os princípios da Igreja, existem lugares onde Deus distribuiu mais graças de curas espirituais e corporais do que noutros.  Deste facto me dei conta, igualmente, verificando os frutos de muitas curas ocorridas em Medjugorje, e que continuam a verificar-se.  Além do mais, eu próprio tive uma experiência particular, para mim milagrosa, que me convenceu quanto à autenticidade e importância das mensagens da Virgem.

 

MONS. FRANIC:

«Nova Evangelização, segundo

A Mensagem de Medjugorje»

 

Reconhecer o que existe de positivo nas outras religiões -- entrar nas culturas apenas para evangelizar através da caridade recíproca.

Pergunta: As mensagens de Medjugorje são profundamente religiosas e estão intimamente relacionadas com o Evangelho: falam de conversão, de penitência, de oração e convidam à paz. Neste sentido, como interpreta você as Mensagens de Medjugorje?

Resposta: Estas mensagens de valor universal são um estímulo para a nova evangelização da Europa e do mundo. Elas requerem, particularmente, um respeito mútuo e o amor entre os povos, entre as religiões, as culturas e os sistemas políticos, através de uma recíproca colaboração entre as religiões e os povos.

P.: Partindo deste ponto de vista, quer dizer-nos algo mais sobre a espiritualidade de Medjugorje?

R.: No passado, a evangelização era dirigida especialmente a combater os erros das religiões e das culturas adversárias, salientavam-se as diferenças para, mais facilmente, poder vencê-las. Hoje, pelo contrário, a Nova Evangelização respeita os valores positivos de cada religião e de cada cultura, mesmo os das religiões politeístas com os seus mitos, ou os dos modernos ateísmos.  Porém, esta Nova Evangelização pode apresentar igualmente perigos para os nossos fiéis, se eles não estiverem suficientemente instruídos na sua própria fé.

Por este motivo, alguns opuseram-se ao Concílio Vaticano II (que foi o primeiro a implantar esta nova forma de evangelização), condenando duramente os que haviam posto em prática o amor às gentes de outras religiões e aos próprios ateus: amor que obrigava a amá-los, a todos, como a si mesmos, de qualquer maneira sem se identificarem com a sua fé ou a sua ideologia.

Até João Paulo II foi criticado quando jejuou e foi em peregrinação, a Assis, aquando do encontro com ortodoxos, protestantes, budistas ou shintoístas... Isto quer dizer, apenas, «culturizar-se» nas religiões e culturas, para poder conhecer, de forma amigável, o Evangelho de Jesus Cristo, deixando a Deus a tarefa de fazer o resto.  Tal penetração na cultura e na fé dos demais, requer, de qualquer maneira, uma maior instrução religiosa e uma maior santidade pessoal.  Este é o caminho em que se move a Nova Evangelização -, e nisto assenta também a mensagem de Medjugorje: reconciliação, perdão e amor para com todos, de modo que cada religião e cada cultura possam ser melhor evangelizadas.

P.: Quem pode levar por diante esta Evangelização?

R.: Não o pode realizar somente o clero, como sucedia no passado, mas, sim, todos os baptizados que tenham sido chamados por Deus para esta obra.  A acção dos leigos não se pode definir já, pois, como um mero apoio ao apostolado hierárquico, mas, sim, como uma cooperação na redenção cristã do mundo. Este é o ensinamento do Concílio, que pressupõe, de todos os modos, a obediência ao Papa, aos bispos e aos sacerdotes, que não podem negar aos fiéis a participação no triplo munus.- profético, sacerdotal e real- As mensagens de Medjugorje promovem o moderno apostolado dos leigos, porque temos de ter em conta que estão divulgados por meio deles, e que a Virgem as dá a todos os homens, não só aos religiosos. (... )

P.: Dispomos de uma abundante literatura de eminentes filósofos, teólogos e médicos que se expressam positivamente sobre os fenómenos de Medjugorje,

R.: Precisamente!... A última declaração dos nossos bispos, em Zara (10.4.91), é muito pesada se, explicitamente, recusa o carácter sobrenatural das aparições. Desta declaração são responsáveis os nossos bispos e não os seus peritos, pelo menos num primeiro plano.  No entanto, nas suas declarações, vê-se que não foi dita ainda a última palavra sobre os acontecimentos de Medjugorje.

P.: Estas atitudes, de certa maneira, desmotivaram os nossos fiéis e as peregrinações em massa a Medjugorje...

R.: Eu estou convencido de que, se os nossos bispos tivessem aceite Medjugorje, o povo teria acorrido em massa e se teria convertido.  E a Virgem relaciona a conversão com a paz... Penso que os nossos bispos foram demasiado atrás dos nossos professores de teologia das diversas faculdades, e das comissões que na maior parte eram compostas por esses mesmos professores.  A teologia tem que ser racional, mas não exclusivamente isso!

Na Igreja, têm existido sempre revelações privadas e místicas, e sempre existirão, como o segundo elemento vital ao lado da teologia racional. Porém, parece que o Espírito Santo não entrou nos nossos programas pastorais!  Razão pela qual os nossos bispos nunca confirmaram publicamente, nem em comum, entre eles, subscreveram e recomendaram os movimentos para estes tempos de renovação da Igreja, como por exemplo: A Obra de Maria (Focolarinos), o Movimento Catecumenal e os diversos movimentos carismáticos; e nem sequer os movimentos da nossa casa, tipo Branimir (defensores da paz), Cruzados, etc... Por isso, a maior parte dos párocos não tem a coragem de introduzir estes movimentos nos seus planos pastorais —quanto mais promoverem peregrinações a Medjugorje!

Todos sabem que eu nunca concordei com a atitude do bispado ordinário de Mostar: sou e permaneço com opinião contrária. (... )

(extraído de Gias Mira, tradução de don Carietti, Trieste, Itália)

 

                                                       ECO 109 de Jan/Fev de 1994

 

 

MONS. LEONARDO,

BISPO DE NAMUR – BÉLGICA,

DIZ DE MEDJUGORJE:

                                                    «Fui, vi e acreditei»

 

Por ocasião da visita de lvan a Beauraing (Bélgica), onde Nossa Senhora apareceu 33 vezes a 5 jovens, em 1932, o Bispo Leonardo, de Namur, perante uma grandiosa multidão fez uma esplêndida e eloquente homília, da qual seguem alguns pontos principais:

« ... Quais são as igrejas mais belas aos olhos do Senhor?  As que estão cheias e parece que rebentam!  Ele ama-as, porque as igrejas cheias são para o Senhor como que uma profecia do que será o cumprimento de todas as coisas quando o Reino de Deus for tudo em todos!

Esta visão do Reino foi-nos proposta na 1ª leitura de hoje, Ap.22,9 (Festa de S. Bartolomeu, (25.8.49): O Reino dos Céus é um dom de Deus que vem do Alto.  A cidade celestial acolhe a cidade terrestre e se une à história do nosso mundo.  O Anjo fala desta cidade como de uma noiva que Ele ama e que será Sua Esposa, para sempre. Quando nós, todos juntos, formarmos este Reino, seremos esta Esposa.

Eis aqui por que toda a Igreja e todo o Reino estão resumidos e figurados numa mulher, a Virgem Santíssima.  Como diz o Concílio Vaticano II: Quando olhamos para Maria vemos antecipadamente como será a humanidade, como será a Igreja quando vier o Reino de Deus.  Cada aparição mariana é como um anúncio da Cidade Santa; a Noiva, a Esposa que baixa do Céu de Deus. Quando Nossa Senhora nos aparece não será a prefiguração, o sinal, a antecipação da Cidade Santa que desce do Céu?

O Evangelho de hoje tem uma linguagem semelhante.  Vós compreendestes o cepticismo de Nathanael: De Nazaré poderá vir algo de bom? (Jo 7,46).  Reconheçamos que, cada vez que Maria Se revela ao mundo, como também onde as aparições são reconhecidas, se difundiu de seguida o cepticismo.

Sempre que Nossa Senhora aparece, logo surgem dúvidas e cepticismo! Como?  Se Maria aparece à pequena Bernardete Soubirou, que vive com os seus pais em Lourdes? Se Maria aparece aos três pastorinhos em Fátima?  Se Maria aparece em Beauraing, num pequeno lugar da Bélgica?  Eis como começa o cepticismo e a dúvida.  A boa atitude é a de Nathanael quando Filipe lhe diz: Vem e verás!  Ele vai e acredita. Para que os sinais que Deus nos manda sejam reconhecidos é necessário ir e ver.

Sobre as aparições de Medjugorje não chegou todavia o reconhecimento oficial da Igreja.  Esperamos com confiança e na oração. Pessoalmente fui a Medjugorje em 1984.  Fui e regressei convencido. Nathanael está perturbado pelo que viu e pelo que compreendeu e proclama uma das mais belas profissões de fé do Novo Testamento: Mestre, Tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei de Israel! (Jo,49j.  Eis o passo dado do cepticismo à fé, porque foi e, portanto, permitiu a Jesus que lhe tocasse o coração.  Jesus disse-lhe: Verás coisas maiores do que estas... Vereis o céu aberto e os Anjos de Deus subir e baixar sobre o Filho do Homem (Jo 7,50-57): Podemos aplicar estas palavras às aparições que hoje acontecem no mundo.

Pode parecer estranho que Maria apareça e fale demasiado ? Estou muito impressionado com a insistência com a qual Maria vem falar-nos neste tempo.  Quantas aparições de Maria neste século!  Rue du Bac em Paris, Pontmain, Lourdes, La Sallete , Fátima, Beuraing, Banneux, Kibeo (Ruanda), Medjugorje... Muitas vezes me perguntam o porquê de Maria, desde há 13 anos, aparecer em Medjugorje; e mais: «Que faladora é Maria!  Noutros lugares a Virgem disse apenas algumas palavras e só durante poucos dias!  Isto não está de acordo com a direcção de Maria! » Pessoalmente não tenho nenhuma ideia sobre o que convém e não convém a Maria: o que tem a dizer e o que pretende fazer!  Sei que, se Maria nos chama, à nossa porta, com tal Insistência, intensidade e tão extensamente, é porque tem uma mensagem urgente e particular para o nosso tempo.

Certamente notastes o empenho do nosso Papa na sua missão de peregrino universal.  Verificastes com que força, com que insistência atrai a nossa atenção para os difíceis problemas do mundo de hoje? Sobre a paz, sobre a conversão dos corações, sobre a crise e a importância da Família?  Ele intervém com esta insistência porque está convencido de que os anos que vivemos são decisivos para a história da humanidade.  Pessoalmente eu explico deste modo a insistência de Maria ao falar-nos e chamar-nos à conversão.

Os frutos de Medjugorje são frutos benditos. Sou testemunha destes frutos através de confidências e testemunhos que frequentemente recebo: conversões, redescobrimento da oração, amor pela paz, regresso aos Sacramentos, à Eucaristia, regresso à Penitência e ao jejum... Pela paz do mundo, pela paz nas famílias e pela paz nos nossos corações, quero convidar-vos a acolher na vossa vida — e na minha — estes urgentes convites de Nossa Senhora, especialmente à oração e ao jejum.  O próprio Jesus disse que há demónios que não se podem expulsar senão por meio do jejum e da oração (Mt. 17-21).

Fazendo-me simples repetidor do que Nossa Senhora disse em todas as partes, convido-vos à conversão do coração através da oração e do jejum ... »

Relativamente a isto, o Bispo convidou as famílias a criarem, na sua própria casa, um lugar reservado para a oração pessoal e familiar e a fazerem com que todas as igrejas se abram, fecundando-as com a Adoração, o Rosário e a oração (sendo ao mesmo tempo o melhor meio para as proteger do vandalismo).  Em relação ao jejum, ele ficou muito impressionado com a família que o hospedou em Medjugorje que o convidava, à Sexta-feira, a partilhar com eles o pão e a água: e assim agora também, ele encontra um dia por semana para jejuar.

« ... Se Jesus e Maria nos falam — conclui o Bispo de Namur — não é para nos assustar mas sim para nos chamar com insistência à conversão.  Tudo o que fizerdes para crescer e, no jejum, para abrir o vosso coração, para oferecerdes o vosso corpo ao amor de Jesus, será uma benção para toda a humanidade.  Isto será um passo em frente, para a paz do coração, que leva à paz do mundo.  Amen»

 

ECO 115 de Novembro de 1994

 

MONS. CRISTIAN WERNER,

Bispo de Viena.

«Aqui respira-se

a paz e a conversão»

 

Depois da sua recente visita aos militares austríacos na Bósnia-Erze-govina, Mons. Christian Werner, bispo auxiliar de Viena, esteve também em Medjugorje... Pelo que sabemos é o quinto bispo que visitou Medjugorje este ano. É necessário dizer que durante estes quinze anos já passaram por Medjugorje cerca de 100 bispos e uma dezena de cardeais.

Depois da visita, Mons. Werner, solicitado por um jornalista de «Oase des Friedens», manifestou as suas impressões: «O dia em que visitei Medjugorje foi um dia muito tranquilo. Mas o meu encontro com os pequenos grupos foi muito intenso. É interessante notar que os militares que estavam comigo não compravam postais, mas terços. Eu vivi o silêncio de Medjugorje. Sentamo-nos fora da Igreja que domina a praça, permanecendo simplesmente no silêncio e na paz. Ainda que só algumas horas ficando, sentimos que naquele lugar resplandece algo verdadeiramente particular.

Quer para mim, ou para os militares, foi verdadeiramente magnífico. Depois da oração fomos para um pequeno restaurante onde encontrámos gente muito cordial. Falavam diversas línguas e de seguida se dirigiram a nós. Contaram aos militares quantas conversões aconteceram naquele lugar. Pode haver opiniões diversas sobre as aparições, mas o importante é o facto que aqui se confessam milhares de pessoas, e vão ao monte rezar. E ainda uma outra coisa: aqui vêm muitíssimos jovens. Continuamente, tenho visto passar franciscanos com novos grupos de jovens.

O que temos vivido faz imaginar o que sucede aqui durante as grandes festividades. Isto é verdadeiramente  um lugar de grande graça e de vida...

(«Oase des Friedes», Viena, Julho de 1996).

 

MONS.  FRANIC', CORAJOSO

DEFENSOR DE MEDJUGORJE — TESTEMUNHO:

 

No passado mês de Dezembro, o Arcebispo emérito de Split, Mons. Frane Franic', celebrou os 60 anos de sacerdote na Catedral de Split repleta de fiéis.  Presentes o Cardeal Kuarlc', Bispos e Autoridades da Croácia.  Muitos oradores falaram da vida e da obra deste valioso testemunho de fé nos dias das pressões e perseguições mais fortes dos comunistas.  Entre outros, o vice-presidente do Governo, Jure Radic', o Dr. Fr.  Ljudevic Rupcic', e don Dante, sublinharam «os méritos particulares de Mons. Franic', testemunho corajoso que reconheceu os acontecimentos de Medjugorje como um sinal de Deus, e lhe deu sempre protecção. Por isto foi também atacado, mas, como sempre, seguiu a voz da própria consciência e da própria convicção: assim ajudou muitos a aceitar aqueles eventos».

O próprio Arcebispo, agradecendo, deu ainda um forte testemunho da sua fé na Rainha da Paz que, também a ele, lhe abriu caminho através da conversão. E afirmou: «Também eu aprendi a rezar em Medjugorje e lá pude compreender e a desenvolver a teologia mística... Cada sacerdote deve rezar pelo menos 3 horas por dia, cada bispo 4 horas e os bispos eméritos 5! Reconheço a autenticidade das mensagens da Virgem de Medjugorje».  Foi muito aplaudido.

ECO 132 de Março de 1997

 

MONS. FRANIC':

UMA PROPOSTA DE

BISPO EMÉRITO DE SPLIT

 

Os acontecimentos de Medjugorje entraram, por todos os poros, na vida da Igreja. Um homem que ao princípio era contrário e que depois de ter visitado o local se convenceu e tornou-se num ardente sustentador  das aparições, é o Arcebispo emérito de Split, Frane Franic'.

Pelos seus méritos, em 19 de Abril de 1997, foi dado a Mons. Franic' um prémio em Split. Na cerimónia de entrega ele fez um discurso com o título: «O comunismo destrói tudo o que é bom». No diálogo que se seguiu à conferência ele confirmou abertamente a sua proposta para o Ano Santo 2000: «Que a Igreja croata celebre a solenidade do Ano Santo 2000 no Santuário da Rainha da Paz em Medjugorje».  E acrescentou:  «Escrevi em «A Igreja e o mundo» (revista teológica croata) que no ano 2001 os nossos bispos com a aprovação da Santa Sé -- e João Paulo II é favorável -- podiam organizar uma acção de agradecimento à Virgem de Medjugorje, por todos os dons que temos recebido e, de modo particular, pelo dom da liberdade, que só pode ser obra de Deus, por intercessão da Virgem.

Os Bispos croatas ainda não responderam publicamente à dita proposta. Claro que isto seria um grande acontecimento, e não só para a Igreja croata.

O ARCEBISPO FRANIC'...

...apresentando em Split a monografia fotográfica sobre Medjugorje a um público distinto e a muitos fiéis, declarou: «As aparições de Nossa Senhora devem ser consideradas como uma ulterior intervenção de Deus na história da humanidade, que poderá ser compreendida só depois de muito tempo. Eu ouvi pessoalmente a voz de Nossa Senhora, mas não A vi.

Nos frutos de Medjugorje, isto é, a oração, o jejum e o amor fraterno, vejo os sinais de uma preparação para o encontro com Deus. Com a declaração de 1991, os nossos Bispos confirmaram que Medjugorje é um lugar de peregrinação e de oração e tal tornou-se uma realidade para os fiéis de todo o mundo».

ECO 134  de Julho de 1997

 

 

DELEGAÇÃO DO VATICANO 

COM DOIS BISPOS EM MEDJUGORJE

 

O Papa João Paulo II, na sua viagem a Sarajevo, foi acompanhado por onze altos funcionários acreditados junto da Santa Sé, jornalistas do Vaticano, representantes  da Secretaria de Estado e dois Bispos. Esta delegação, composta por uma trintena de pessoas, fez-se conduzir, em visita, ao Santuário da Rainha da Paz. Mons. Moged Elhachem celebrou a Missa e na sua homilia disse que tinham ido a Sarajevo para estimular o Santo Padre e para darem, com as suas orações, um modesto contributo para a paz na Bósnia e Herzegovina, e a outros territórios.

Depois da Santa Missa, o Pe. Ivan Bradvica conduziu-os à colina das aparições. Aqui, todos juntos, rezaram e falaram dos acontecimentos na Paróquia de Medjugorje. No momento da partida o Bispo Elhachem disse que fora rezar pela paz no seu país atormentado, o Líbano.

O Bispo Franco Hillary, de New York, disse que aquela era a sua segunda visita a Medjugorje, e que vem sempre com muito prazer, porque sente a presença de Nossa Senhora na sua pessoa e nas suas obras. O Embaixador croata junto da Santa Sé, Ivo Livljanic', chefe da delegação, declarou que nestes tempos é já um grande milagre a presença de tantas pessoas em Medjugorje para rezar. Acrescentou também que os Embaixadores foram os principais partidários e promotores daquela viagem a Medjugorje.

 

 

O PAPA:

«Eu acredito»

Há cerca de um ano, o Arcebispo de Chiavari, Mons. Cavallero, falando com o Papa disse-lhe que tinha ido a Medjugorje e o Papa perguntou-lhe: «Medjugorje! você acredita?» O Arcebispo respondeu-lhe: «Oh sim, acredito!» E prosseguindo, perguntou ao Papa: «E Sua Santidade acredita?» Depois de um momento de silêncio, o Papa articulou bem estas palavras em italiano: «Acredito, acredito, acredito». Isto foi confiado pelo Arcebispo de Chiavari a Mons. Rizzi, ex-núncio na Bulgária, o qual disse à vidente Marija Pavlovic', durante o Congresso Eucarístico de Bolonha.

                                                                  ECO 134  de Julho de 1997

 

MONS. JOÃO EVANGELISTA MARTINS TERRA,

BISPO AUXILIAR DE BRASILIA,

 

Nos princípios de Novembro, o Bispo auxiliar de Brasília, Mons. João Evangelista Martins Terra, visitou o Santuário da Rainha da Paz. Durante a sua permanência aceitou com prazer partilhar as suas impressões e experiências.

Eis uma síntese da entrevista:

Falando das seitas em crescimento no Brasil, D. João disse: «Nestes últimos anos começaram a surgir diversas seitas. São seitas não definidas, com uma acentuada discriminação. Não há diferença entre elas, só os guias são diferentes. Eu penso que este fenómeno não é importante e é passageiro. Em oposição a estas seitas temos um excelente movimento carismático que se chama Renovação no Espírito» -- Renovamento Carismático --. Vim a este lugar com 45 membros deste movimento... Depois de termos passado pela Terra Santa onde rezamos muito, viemos a Medjugorje. Aqui percebe-se uma devoção especial à Santíssima Virgem. Nós, brasileiros, somos grandes veneradores da Mãe de Cristo...»

P: É a primeira vez que vem a Medjugorje?

R: Sim, estou aqui pela primeira vez e inesperadamente, para mim é um pequeno milagre estar aqui. Eu sou professor da Sagrada Escritura  e agora deveria estar a dar conferências no Brasil, mas algumas circunstâncias inexplicáveis me conduziram aqui. Para mim e para todo o grupo foi, em certo sentido, uma peregrinação milagrosa, uma ocasião para podermos rezar incansavelmente.

P: Quais sãos as suas impressões, como crente, como bispo, e pastor da Igreja?

R: Visitei várias vezes Lourdes e Fátima. Vi que nestes lugares já tudo se completou, enquanto que aqui, como estão  ainda presentes os videntes, sente-se uma forte presença da Virgem. Percebe-se que neste lugar e à sua volta se vive para a Virgem. Não é verdade? Toda a aldeia vive para Nossa Senhora. Surpreende-me este lugar, não tão grande como Fátima, que se tornou numa cidade grande, mas aqui não é assim, mantém-se a simplicidade à volta da igreja. Ontem almocei com os frades de Medjugorje e me fascinaram com a sua simplicidade, assim como, também durante a oração e as confissões. Tive a sensação de estar nas primeiras igrejas de Jerusalém.

Eu vivi e trabalhei em Jerusalém dois anos, como arqueólogo e professor da Sagrada Escritura. Trabalhei no deserto da Síria como capelão de uma tribo de Levitas. Penso que tudo esse trabalho me preparou de modo que agora, eu  possa sentir aqui a grande graça e bênção da Santíssima Virgem.

P: Como Bispo, pastor da Igreja, tem conhecimento de que o bispo local não aprova estes acontecimentos? Esta posição magoa-o?

R: Não, porque há também outros bispos que pensam doutra maneira. Posso citar o Arcebispo de Pescara, um meu amigo, juntamo-nos todos os anos nos exercícios espirituais em S. Marino , onde estes se organizam, para sacerdotes e bispos, juntamente com o Pe. Gobbi... Numa ocasião ele disse-me que perguntou ao Santo Padre acerca destes acontecimentos: «Santo Padre, que devo fazer com os crentes da minha diocese de Pescara querem  ir a Medjugorje?» «Que fazem eles?» -- perguntou o Santo Padre -- «Rezam e confessam-se» «Acaso isso não é bom?» respondeu o Santo Padre. (Eco ....). Eu trabalhei dez anos com o Santo Padre e o Cardeal Ratzinger. O Cardeal Ratzinger é uma pessoa maravilhosa, cheia de espírito e muito simpática... Numa ocasião perguntei-lhe o que pensava deste movimento e ele respondeu-me que se conhece a árvore pelos seu frutos, que os bons frutos são sinal da presença de Deus.

P: O Cardeal Ratzinger disse-lhe isso assim?

R: Sim.

P: Referia-se a Medjugorje?

R: Naturalmente. A respeito de Medjugorje e do Pe. Gobbi, ambos os movimentos.

... P: Finalmente, que nos dirá a nós, habitantes deste lugar, que diariamente vivemos e trabalhamos com peregrinos? Qual a sua mensagem para todos os paroquianos de Medjugorje?

R: Habitualmente se diz que ninguém é profeta na sua terra. Muita gente vem aqui para rezar, mas eu pergunto-me se também as pessoas daqui se comportam e vivem da mesma maneira. Volto a perguntar-me se acaso os jovens de Medjugorje estão conscientes da enorme quantidade de graças aqui presentes,  se podem assumir toda esta responsabilidade e testemunhar a fé que receberam de  Deus. A responsabilidade não cabe só aos sacerdotes, mas também a todos os paroquianos que se consagraram a Nossa Senhora. Isto deveriam tê-lo sempre presente os habitantes de Medjugorje...

 

ECO 136A de Dezembro de 1997

 

 

CARDEAL CHRISTOPH SCHÖNBOM,

ARCEBISPO DE VIENE DE ÁUSTRIA

 

O Arcebispo de Viena-Áustria, Mons. Christoph Schönbom, foi elevado a Cardeal por João Paulo II no dia 21 de Fevereiro. Em 26 de Setembro passado, ele permitiu ao Pe. Jozo falar de Medjugorje na Sua Catedral. Da conversação tida com ele no Arcebispado, o Pe. Jozo contou-nos algumas passagens: «Ele está muito bem inteirado sobre o significado de Medjugorje, assim como sobre os movimentos que daí vêm. Eu fiz-lhe presente as nossas dificuldades, mas sobretudo os frutos que provêm da Mãe de Deus, das Suas Aparições e das Mensagens que Ela no dá em Medjugorje há mais de dezasseis anos. O Cardeal Schönbom falou-me do Cardeal Ratzinger, dizendo-me que ele reconhece a importância dos frutos de Medjugorje. Além disso sublinhou que quase todos os candidatos que se encontram no seu seminário foram chamados ao sacerdócio através de Medjugorje. Eu convidei-o a vir a Medjugorje e ele respondeu-me que seria bom que um dia isso aconteça. Enfim, me encorajou a trabalhar ao serviço da Santíssima Virgem».

 

ECO 138 de Março de 1998

 

UM ARCEBISPO BRASILEIRO:

«MEDJUGORJE É DOM E GRAÇA»

 

O Arcebispo de Maringa-Brasil, Murillo Krieger, chegado aqui há anos  juntamente com uma trintena de sacerdotes da sua primeira Diocese para um retiro, regressou de novo a Medjugorje e permaneceu de 25 a 28 de Fev. passado. Na homilia da Santa Missa do dia 27  fez referência à sua visita precedente (a primeira em Maio de 1985, logo após a sua consagração episcopal) sublinhando como Medjugorje está sempre viva no seu coração: «Eu vejo Medjugorje como um dom e uma responsabilidade. Medjugorje é dom e graça. Nossa Senhora dá a todos os que vêm aqui a possibilidade de encontrar aquele amor e aquela ternura que Ela mostrou em Canã da Galileia.

Nossa Senhora aproxima-Se de nós e pede-nos: «fazei tudo o que Ele vos disser». Se os nossos corações estivessem prontos e abertos para seguir o caminho de Cristo, então tudo o que o Senhor queria fazer através de Medju-gorje seguramente que se cumpriria. É porventura difícil dar o nosso coração a Jesus Cristo?

Medjugorje é uma grande responsabilidade: isto o compreendi logo desde o primeiro momento em que pus os pés no solo de Medjugorje... Olhando e escutando os videntes cheguei à conclusão que eles necessitam da nossa oração para poderem permanecer fiéis à própria missão. Desde aquele momento decidi dedicar-lhes o primeiro terço do Rosário do meu dia. Este é o meu pequeno dom: deste modo ofereço-lhes suporte e ajuda».

 

D. SILVÉRIO JARBAS PAULO

BISPO BRASILEIRO:

 

D. Silvério Jarbas Paulo, bispo emérito da Diocese de Feira, permaneceu uma semana em Medjugorje: «A impressão mais forte para mim foi a de constatar a simplicidade na oração e a força da fé sem fantasias de quantos encontrei. Vi muitos jovens. Os Santuários marianos têm uma função fundamental na vida da Igreja».

 

O BISPO TOMASIN DISSE:

«DEPOIS DA VISITA A MEDJUGOJE

SENTI-ME PROFUNDAMENTE RENOVADO»

 

O Bispo de Kinshasa, que visitou Medjugorje, quis falar das suas experiências passadas. A primeira vez foi animado por um amigo, em 1984. «Fiquei comovido – disse, entre outras coisas – pelo facto de que muito antes da oração vespertina, ainda com a igreja pouco iluminada, já esta se enchia sobretudo por jovens... Depois, tocou-me a profunda devoção, que nada tem em comum com fanatismo, as confissões, a oração nas montanhas... Entrei na igreja e quase todo o dia permaneci em oração. Assim decorreram os meus dias em Medjugorje. Não falei com nenhum franciscano nem com nenhum vidente.

De regresso a casa senti-me profundamente renovado. Entendi melhor Maria e que graças a Ela, a Igreja se renova... Voltei de novo... com profunda convicção de que ali acontecem muitas coisas que não se podem explicar, nem na filosofia, nem na psicologia. Descobri a autenticidade da fé e os seus frutos. Ninguém pode pôr em dúvida os frutos de Medjugorje.

A presença de Deus e a Sua Misericórdia são evidentes e, aos olhos da Igreja, a sua graça chega por meio da misericórdia da Mãe. Mãe dos pecadores, que permaneceu ao pé da Cruz. Para mim esta autenticidade é inegável. Pelo que respeita às aparições, para além das conversões e dos bons frutos da fé, deve haver algo mais e por isso há que esperar».

 

ECO 142A de Dezembro de 1998

 

 

SEIS BISPOS REGRESSAM

DE MEDJUGORJE CONVENCIDOS

Todos deixaram longas e importantes entrevistas (cf. Eco 142 e 142A). Resta-nos reportar as seguintes, de três bispos, que dada sua importância, lhe demos o título de «testemunhos de ouro»:

 

-BISPO AMERICANO:

Como tínhamos anunciado no Boletim anterior, o Bispo auxiliar de Portland, do estado federal americano do Oregon e pároco de St. Mary’s Corvallis, Mons. Kenneth Steiner, visitou de modo privado Medjugorje pela primeira vez e permaneceu desde o dia  7 a 12 Novembro 1998. Eis o que, entre outras coisas, expressou acerca das suas impressões sobre Medjugorje:

«O povo está ansioso por descobrir uma dimensão espiritual nas suas próprias vidas, que está sendo assassinada pela televisão, pelo secularismo e pelo materialismo. Muitas pessoas perderam verdadeiramente esta dimensão. Com a vinda  a Medjugorje, os peregrinos descobrem esta dimensão espiritual que tanto anseiam e, regressando a casa, ajudam os outros a tomarem a verdadeira consciência. É realmente um milagre o que as pessoas aqui vivem e levam consigo, para as suas famílias e comunidades paroquiais. Muitos não podem vir a este lugar por diversas razões, e precisam de testemunhos que os ajudarão a descobrir a paz interior e encontrar Deus. Muitas pessoas, só quando regressam a casa tomam consciência de tudo o que Deus lhes deu  aqui. Isto mesmo também eu posso dizer de mim próprio. Também eu adquiri uma maior consciência da presença de Deus nos Sacramentos, na Igreja, na Sagrada Escritura e nos homens em geral.

Em Medjugorje recebi uma nova motivação espiritual. Talvez alguém possa  pensar que nós bispos e sacerdotes não necessitamos desta renovação, mas não é verdade. Também para nós esta renovação é indispensável. Tenho encontrado muitos sacerdotes que  vieram a Medjugorje e aqui compreenderam melhor o verdadeiro significado da vocação. Isto é o que eu repetirei continuamente a mim próprio. Direi também a todos que Medjugorje é um lugar onde podem vir para se renovarem  na fé. Aqui encontrei muita gente com uma fé profunda, que reza com muito fervor. Compreendi que as pessoas, apesar dos grandes sofrimentos, permanecem fiéis a Deus.

Aqui redescobri Deus, e isto é uma prova da presença da Santíssima Virgem neste lugar. É esta precisamente a Sua tarefa. As pessoas vêm aqui para se aproximarem de  Maria, mas encontram  Deus. Este é o desejo de Maria, porque Ela não quer nada para Si, mas faz tudo para que os homens conheçam melhor o Seu Filho Jesus. Ela quer difundir a paz de Deus no meio dos homens, no meio dos Seus filhos.

Eu convido todas as pessoas a virem aqui para que, ao regressarem a casa, se tornem um exemplo para os outros. Que possam ser instrumentos de paz, de oração e de conversão. Cada um dos que vêm a este lugar já anteriormente tinham encontrado outra pessoa que lhe deu um testemunho a favor de Medjugorje e lhe mostrou como a sua vida mudou para melhor.

Nós devemos ser testemunhas e evangelizar os outros. Esta é a nossa missão: levar os outros à Boa Nova de Deus que salva. Devemos levar Jesus e Nossa Senhora a este mundo e ajudar os homens a compreenderem que a vida em Deus é necessária para todos. Devemos ser testemunhas para os que Deus colocou na nossa vida. Eu rezo por todos vós. Deus vos abençoe».

 

 

O CARDEAL SCHONBOM:

«ONDE ESTÁ MARIA

A IGREJA RENOVA-SE»

 

Numa entrevista em Lourdes, o Arcebispo de Viena de Áustria afirmou: «Nos Santuários marianos experimenta-se o que torna a Igreja viva. Neles sentem-se que Deus está próximo e não de modo abstracto, mas concreta e real, graças a Maria que representa, como ninguém, a proximidade do Céu à Terra».

Interrogado sobre Medjugorje, que está muito presente na Áustria, disse: «Ainda não fui a Medjugorje, mas em certo sentido já estive lá muitas vezes, graças aos que lá estiveram e neles vejo muitos frutos. Mentiria se dissesse o contrário. Estes frutos são muito evidentes e concretos. Na nossa Diocese e em muitos outros lugares assisto à graça da conversão, da vida sobrenatural na fé, a graça da alegria, da vocação, da salvação, do redescobrimento dos Sacramentos, da confissão, tudo isto não é um engano. Posso, portanto, dizer que o meu critério, como bispo, são os frutos e se se deve julgar a árvore pelos frutos, trata-se verdadeiramente de uma árvore boa».

À observação de que dos acontecimentos de Medjugorje surgiram várias comunidades, entre elas a Kraljice Mira e Lamm, na Áustria, perguntou-se-lhe se tudo isto pode conduzir a novas perspectivas para o futuro da Igreja. «Certamente. – respondeu – creio que Maria actua desde o início em silêncio, mas de maneira muito eficaz. O homem presta menos atenção às «praças», raramente é tocado nas discussões, mesmo que o diálogo tenha o seu lugar. Mas isto não basta, nem para a vida pessoal, nem para a comunidade.

E em Maria a Igreja é sempre pessoal, dado que não é uma grande Instituição, nem um grande sistema teológico, mas é perceptível, compreensível só na Sua maternidade, na Sua virgindade, na Sua beleza e na Sua infinita gentileza. É sobretudo nos lugares marianos onde cada um se dá conta que a Igreja não é, antes de tudo, uma instituição, como a definem negativamente, mas ela é a esposa de Cristo, pela qual Cristo deu a vida: é maravilhosa e é a mãe de todos os homens. Tudo isto se encontra em Maria. Por isso, Maria está onde a Igreja se renova e onde está Maria a Igreja renova-se. Não é por acaso que as comunidades que surgem da Igreja, estão ligadas, na maior parte dos casos, a Maria e aos Seus lugares de graça».

Interrogado sobre a atitude de recusa de Medjugorje por parte de certos bispos, apesar de  ser um fruto da graça para o mundo, e se também o último documento do Vaticano dirigido ao bispo da Reunião é uma resposta satisfatória (26 de Maio de 1998), ele respondeu: «A carta do Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé ( ver Eco 140) esclarece de maneira amigável o que nos últimos anos sempre foi a posição oficial da Igreja a respeito de Medjugorje, isto é, que a questão foi deixada aberta consciente e responsavelmente... Não se nega nem se exclui que os fenómenos possam ter carácter sobrenatural.

Certamente que a Igreja não se exprimirá definitivamente enquanto os fenómenos continuam sob forma de aparições ou de eventos similares, mas o dever dos pastores é a de promover o que cresce, o que mostra frutos e protegê-los, se necessário, também dos perigos que naturalmente se encontram em todas as partes. Também em Lourdes é necessária esta preocupação, para evitar que o dom original não seja sufocado por crescimentos errados. E também Medjugorje não está imune. Portanto, seria importante que também os bispos dediquem conscientemente as suas atenções pastorais a Medjugorje, para que os frutos evidentes sejam protegidos de crescimentos errados».

ECO 144 de Março de 1999

 

MONS, FRANZISKUS EISENBACH,

BISPO AUXILIAR  DE MAINZ - ALEMANHA...

...permaneceu em Medjugorje e 18 a 23 de Março. Eis as suas impressões:

 «Estou aqui como peregrino. Quero conhecer Medjugorje e rezar neste lugar. Desde há anos que conheço e sigo os acontecimentos de Medjugorje e desejava vir antes, mas esperei um sinal seguro para decidir-me a vir. Agora fui explicitamente convidado e vim. A minha primeira impressão é que a igreja continuamente cheia, em todas as Missas e especialmente na Adoração, significa que muita gente compreendeu que este é um lugar especial de oração. Conheço muitas pessoas que aqui renovaram a sua própria fé e retomaram a oração. Agora, também eu pude experimentar como  Medjugorje pode ajudar neste sentido. A segunda experiência, para mim muito importante, é que Medjugorje não se ocupa unicamente na oração, mas também, que a oração produza frutos para o homem, particularmente, ao homem em dificuldade. Quero recordar, de modo particular, a «Aldeia da Mãe», onde encontram refúgio as mães com os seus filhos, mulheres abandonadas e órfãos de guerra e tudo está ligado num grande espaço onde se encontram crianças e famílias  que por diversas razões se perderam. Vi que aqui as crianças têm possibilidade de aprender a viver, o que é muito importante. Também me tocou profundamente a Comunidade da Irmã Elvira onde os toxicodependentes e os dependentes de outras formas de mal encontram um lugar de refúgio e de cura. Celebrei com eles a Santa Missa e rezamos Laudes juntos . Foi muito bom ver com que força rezam e com que alegria celebram a Santa Missa. Compreendi que o método fundamental da cura é o aprofundamento da fé e a vivência em espírito comunitário na oração e no trabalho.

Foi importante para mim ouvir falar da iniciativa «padrinhos-crianças» isto é, acção de sustento a favor dos filhos dos defensores da Pátria caídos, na qual participam muitas famílias alemãs, enviando mensalmente um contributo em dinheiro para as famílias afectadas e seus filhos. Este amor concreto aos necessitados demonstra-me que em Medjugorje há um verdadeiro espírito de oração. O amor de Deus que se revela na oração produz frutos que se reconhecem no cuidado ao homem.

Certamente, quis compreender melhor o fenómeno das aparições e, para tal procurei encontrar, pelo menos, um dos que falam das suas experiências e afirmam ver a Virgem. Encontrei uma das videntes, falei com ela e estive presente na aparição. No primeiro encontro com Marija em sua casa, encontrei-a a trabalhar no jardim calçada com botas de borracha. Ela é uma pessoa perfeitamente normal, uma jovem com três filhos. Falando com ela compreendi que é uma pessoa muito inteligente, sabe colocar as perguntas e falar sobre  as suas próprias experiências; sabe diferenciar bem as coisas, sabe o que é bom e o que não é. Convidou-me a participar na oração em sua casa, quando  se preparava para o encontro com a Virgem, que decorre há mais de 18 anos. Rezámos na capela da sua casa e aqui, para essa ocasião, juntou-se  muita gente. Rezámos o Rosário em várias línguas e esperámos o momento da aparição. Marija dando-nos sinal de que se aproximava o momento da aparição. interrompeu a oração que ela guiava, permanecendo em silêncio. Todos compreendemos que era o momento da aparição.. Depois, disse que a Virgem rezou por todos e nos havia abençoado. O encontro com Marija fez-me compreender que ela é uma pessoa perfeitamente normal, uma mulher jovem que está com os pés bem assentes na terra e cuida bem dos seus filhos. Percebi que há uma boa relação familiar e com peregrinos. É simples e natural, clara e compreensível quando fala das suas experiências. Depois de tudo, posso dizer que é uma mulher em quem se pode crer, digna de confiança e, por isso, não tenho dificuldade em acreditar no que ela diz, sobretudo  no que vê. Esta foi  para mim uma experiência muito interessante e concluí que este lugar de oração se sustenta na experiência que estes jovens receberam um dom e que o transmitem aos outros.

Maria, a Virgem, é venerada em Medjugorje como a Rainha da Paz. Este apelativo  e o que Ela pede deveria querer preparar o mundo para esta terrível guerra. Dez anos depois da primeira aparição começou, na Croácia e Bósnia e na Herzegovina, a guerra. Medjugorje é um lugar onde se reza continuamente pela paz. A mensagem de Medjugorje para todo o mundo é clara. Há que superar as guerras e os conflitos com a força do amor. Tem-se a impressão que Medjugorje toca o homem na sua totalidade; no coração, no espírito e na alma. As orações e os lugares de oração aqui prendem o homem. Por isso, Medjugorje, nesse sentido, leva a mensagem a toda a Igreja: permitir a Deus e à Virgem tocar na nossa realidade humana e permitir a Maria doar-nos o Seu Amor, para aprendermos ia amar com todo o coração. Posso também dizer que ninguém deve ter medo de vir a Medjugorje, embora não tenha sido ainda reconhecida oficialmente pela Igreja. Aqui reza-se de uma forma que muda o homem. É por isso que a este lugar chega uma multidão de fiéis que quer aprender a rezar. Eu desejo levar esta mensagem e esta experiência para a Alemanha, porque nós, alemães, somos mais inclinados para o racionalismo do que para o sentimento. Aqui há uma mensagem para todos os homens, da qual temos necessidade.

                                                         ECO 150A de Abril de 2000

 

MONS. WALDEMAR CHAVES ARAÚJO.

BISPO DA DIOCESE DE S.JOÃO DE REI — BRASIL

De 1 a 14 de Junho, permaneceu em Medjugorje, acompanhando um grupo de peregrinos brasileiros, Mons. Waldemar Chaves de Araújo, a quem Frei Slavko Barbaric entrevistou antes da sua partida. A seguir reportamos o colóquio na íntegra:

Frei Slavko: Excelência, fale de si aos nossos leitores.

Mons.: Sou Monsenhor Waldemar Chaves Araújo, Bispo da Diocese de S. João do Rei  no Brasil. A situação na minha Diocese é boa. Tenho boas relações com os meus sacerdotes, religiosos e leigos e temos vários grupos de pessoas activas que operam em vários níveis. Neste período organizamos, sobretudo, encontros nas comunidades paroquiais, na Diocese e também a nível regional. Na minha Diocese há cerca de 300.000 fiéis em 304 comunidades. Viemos em peregrinação a este lugar dedicado à presença da Santíssima Virgem Maria com um pequeno grupo. Rezamos juntos, meditamos e permanecemos em silêncio. Esta é a primeira vez que venho a Medjugorje.

F.S.: Que sentiu quando ouviu falar de Medjugorje a primeira vez e qual a sua experiência agora?

Mons.: Li relatos sobre as aparições de Medjugorje e sobretudo o que aqui acontece, além disso tenho falado com pessoas que vêm aqui em peregrinação. Eu creio que a Santíssima Virgem aparece aqui. Ela é a Mãe de Jesus e Mãe nossa e quer ajudar-nos. Eis por que venho aqui com um grupo e vivemos estes dias conscientes que Ela está presente, de modo especial, como uma Mãe no meio de nós. Com base na minha experiência, posso dizer que isto é realmente um lugar de oração. Também posso dizer que sempre tive uma especial devoção por Maria, mas aqui renovei-a e aprofundei-a.  Não foi difícil crer que Ela aparece aqui. Deus age como quer e quando quer e decidiu operar em Medjugorje.

F.S.: Tem uma mensagem particular para os paroquianos,  peregrinos  e todas as pessoas em geral?

Mons.: A minha mensagem para Medjugorje é uma mensagem de esperança. Quem escolher uma verdadeira devoção por Maria e faz aquilo que Ela diz, encontrará Jesus e Jesus dá esperança. Quem quer iniciar a vivência dos Sacramentos como vi que aqui são vividos: as celebrações das Missas, a Confissão, a Adoração e a oração, enche a própria vida de esperança e de paz. Junto a Maria o nosso caminho é seguro. Aceitai aquilo que Ela diz, Ela conhece o caminho, conhece o Seu Filho e ajudará ao longo da nossa caminhada  até à Pátria Celeste. Deus vos abençoe. Eu rezo por vós.

                                                   Eco 152 de Julho de 2000

 
 

 

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